segunda-feira, outubro 30, 2006

em destaque :: "Os Quatro Vintes"

Acabar um curso em Belas Artes com nota final de vinte valores é obra!!!
Ângelo de Sousa, Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues conseguiram-no! O feito deu-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto, e em 1968 formam o grupo "Os Quatro Vintes" que teria o seu termo em 1972. As suas carreiras continuam ainda hoje. Mas "Os Quatro Vintes" ficarão na memória daquela faculdade por muito tempo, a servir de inspiração aos estudantes que por lá passam.
O esquisso-a4 também não esquece!


Jorge Pinheiro, 1931

Natural do Porto, tem colaborado com arquitectos e paisagistas e é autor de numerosas ilustrações de livros para crianças.
Partindo de uma obra figurativa, evoluiu mais tarde para o abstraccionismo geométrico, questionando também o próprio suporte que pode adquirir formas pouco ortodoxas, rompendo com o seu carácter predominantemente rectangular. No período em que pertenceu ao grupo referido, desenvolveu preferencialmente estes aspectos interessando-se pela construção de objectos de cores lisas e brilhantes. Posteriormente, dedicaria grande atenção ao desenho e às suas relações com a pintura, explorando os valores da composição, em obras de grande virtuosismo em que se assiste ao retorno da figuração.






"O Jogo da Macaca I", 2004
Óleo sobre tela
140x180 cm







Armando Alves, 1935

Natural de Estremoz viria a realizar a sua actividade na cidade do Porto. Formou-se na ESBAP com vinte valores e aqui foi professor entre 1962 e 1973.
Tendo começado por uma figuração que pode aproximar-se do universo neo-realista, representando motivos do meio alentejano do trabalho, optou seguidamente, e nisso acompanhando quase todos os seus colegas de geração por um informalismo matérico que desenvolveu nos anos 60. A década seguinte é de grande experimentação, associada ao rigor e à definição que as artes gráficas emprestam, marcada por uma exploração do signo "arco-íris" e pela construção de objectos pintados, depurados e contidos. A partir dos anos 80 retoma os valores da paisagem, tornando-se o Alentejo quase omnipresente, mas completamente transformados pela experiência adquirida.








"Sem Título"
Serigrafia
60x60 cm










José Rodrigues, 1936

Natural de Luanda, o seu nome e a sua obra haveriam de ligar-se indiscutivelmente à cidade do Porto. Tem tido uma actividade extremamente fértil nas áreas da escultura, do desenho, da ilustração, da medalhística e da cenografia teatral.
Embora nas duas últimas décadas o artista tenha realizado diversas exposições dedicadas quase exclusivamente ao desenho, foi a produção escultórica que o impôs na cena artística nacional. Inicialmente o escultor procurou a exploração de elementos lineares e filiformes que colocavam as peças em relacionamento evidente com o espaço (deixando-se atravessar por ele) e aspectos inerentes à escultura moderna, como o equilíbrio, a estabilidade versus instabilidade ou o movimento.








"Guardador de Sol", 1963
Bronze,
320 x 110 x 80 cm










Ângelo de Sousa, 1938

Ângelo César Cardoso de Sousa, nasceu em Lourenço Marques ( actualmente, Maputo ). Diplomou-se em Pintura na Escola de Belas-Artes do Porto onde, a partir de 1963, passou a fazer parte do corpo docente. Fez posteriormente estudos em escolas de Londres ( 1967 - 1968 ). Inaugurando um ciclo de exposições organizadas pelo estudante de Arquitectura José Pulido Valente, em que se procurava mostrar simultaneamente um artista jovem com um consagrado, coube a que Ângelo apareceu em 1959 ao lado de Almada Negreiros iniciar a sua carreira pública.
Predominando desde o início o sentido compositivo simétrico, as linhas verticais assumem uma grande importância nos campos cromáticos que Ângelo elabora.









"Fonte" (Tese de Fim de Curso), 1963
Acetato de polivinilo sobre platex,
195 x 188 cm

quinta-feira, outubro 26, 2006

"Sem Título" :: Fotografia









Marco Silva








Aceitam-se sugestões para o título!!!

quarta-feira, outubro 11, 2006

terça-feira, outubro 10, 2006

...entrelinhas...

«Os poderosos podem matar uma, duas ou até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera.»


Che Guevara

sexta-feira, outubro 06, 2006

quarta-feira, outubro 04, 2006

segunda-feira, outubro 02, 2006

"Adão e Eva" :: Gravura







Manuela Bravo Serra
Gravura em zinco com técnicas mistas
(ponta seca; mordeduras profundas; águas tintas; texturas)