domingo, abril 06, 2008
Homenagem a Rogério Ribeiro :: Vídeo
Rogério Fernando da Silva Ribeiro, nasceu a 31 de Março de 1930.
Destacou-se sobretudo como Artista Plástico e foi de uma forma geral um grande contribuidor/dinamizador da cultura portuguesa.
Foi também professor, dirigente do partido comunista, um dos lutadores de "Abril". Desde jovem opôs-se ao regime fascista lutando pela liberdade e democracia. A revolução de 1974 acabou por se reflectir bastante na sua obra.
Rogério Ribeiro faleceu a 10 de Março do mês passado.
O esquisso-a4 deixa assim a sua pequena homenagem, desta vez em formato vídeo, e só lamenta não o ter feito antes, pois é um dever homenagear os grandes homens enquanto vivos!
Vídeo - Realização de Marta Santos
croqui
sábado, março 31, 2007
em destaque :: Jean Dubuffet

Dubuffet, oriundo de uma família de produtores de vinho, começou muito novo a demonstrar a sua queda para a arte. Sabe-se que quando tinha oito anos de idade já fazia alguns quadros, o que demonstra a sua precocidade artística.
Aos quinze anos de idade inscreveram-no na Escola da Belas Artes de La Havre, tendo Dubuffet continuado a estudar simultaneamente no liceu da mesma cidade até perfazer dezassete anos de idade.
Em 1918 foi para Paris, tendo-se inscrito na célebre Academia Julian, a qual só frequentou durante cerca de seis meses, por achar que não lhe ensinavam o que queria aprender.

Paisage Contrapontique, 1969
Dubuffet cumpriu o serviço militar, tendo esse serviço terminado em 1924, altura em que se deslocou para Buenos Aires (Argentina). Nessa cidade da América do Sul trabalhou numa empresa de calafetagem durante seis meses.
Em 1927, casou com Paulette Bret, tendo desse casamento nascido em 1929 um rebento de nome Isalmina.
De Regresso a Le Havre, resolve dedicar-se ao negócio familiar de produção de vinhos, tendo em 1930 resolvido formar por sua conta uma empresa em Bercy, localidade situada perto de Paris. Essa empresa comercializava vinhos a granel.
Em 1933 resolve didicar-se em exclusividade à sua arte, tendo para o efeito alugado um atelier em Paris.

Campagne Heureuse,
1944
Em 1934 separa-se de Paulette Bret e na companhia de Emile Carlu, que mais tarde virá a ser a sua esposa, faz algumas viagens por alguns países da Europa.
Em 1937 volta a tomar conta dos seu negócio em Bercy, pois este estava a poucos passos da falência.
Dubuffet em 1942 consegue entregar a gestão da sua empresa a um procurador, ficando ele com disponibilidade para se dedicar novamente à pintura, conseguindo alugar perto de sua casa em Paris um atelier.
André Malraux foi um dos apreciadores da sua obra tendo comprado uma obra sua aquando da sua primeira exposição na Galeria René Drouin de Paris.

Le Gossiper II
terça-feira, fevereiro 27, 2007
em destaque :: Futurismo

"Velocidade Abstrata - O carro passou"
Giacomo Balla
O Futurismo produz mais manifestos - cerca de 30, de 1909 a 1916 - que obras, embora esses textos também sejam considerados expressões artísticas. Há enorme repercussão, principalmente na França e na Itália, onde vários artistas, entre eles Marinetti, se identificam com o fascismo nascente. Após a Primeira Guerra Mundial, o movimento entra em decadência, mas seu espírito influencia o Dadá.
Nas artes plásticas, as obras reflectem o mesmo ritmo e espírito da sociedade industrial. Para expressar velocidade na pintura, os artistas recorrem à repetição dos traços das figuras. Se querem mostrar muitos acontecimentos ao mesmo tempo, adaptam técnicas do Cubismo. Na escultura, os futuristas fazem trabalhos experimentais com vidro e papel e seu expoente é o pintor e escultor italiano Umberto Boccioni (1882-1916).

"Formas únicas da continuidade no espaço"
Umberto Boccioni
Na literatura, as principais manifestações ocorrem na poesia italiana. Sempre a serviço de causas políticas, a primeira antologia sai em 1912. Os autores abolem os temas líricos e incorporam à poesia palavras ligadas à tecnologia. As ideias de Marinetti, mais actuante como teórico que como poeta, influenciam o poeta cubista francês Guillaume Apollinaire (1880-1918).
No teatro, introduz a tecnologia nos espectáculos e tenta interagir com o público. O manifesto de Marinetti sobre teatro, de 1915, defende representações de apenas dois ou três minutos, um pequeno texto, ou nenhum texto, vários objectos em cena e poucos actores.
O Futurismo em Portugal:
Logo em 1909 o Manifesto de Marinetti, foi traduzido do Le Figaro no Diário dos Açores, mas passou despercebido.
Em Março de 1915 Aquilino Ribeiro, numa crónica parisiense anuncia na revista Ilustração Portuguesa o movimento futurista aos Portugueses.
Mas foi no número dois da Revista Orpheu, dirigida por Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro que o futurismo aparece como movimento em Portugal.
Na revista aparecem quatro trabalhos de Santa-Rita Pintor, e a Ode Marítima de Fernando Pessoa, mereceu de Sá Carneiro a apreciação de "Obra Prima do Futurismo".
Em 4 de Abril de 1917, é realizada no Teatro República (São Luís) em Lisboa uma matinée para apresentação do futurismo ao público português. Participam Almada Negreiros, Santa-Rita Pintor e outros, onde se leram textos de Marinetti e outros futuristas.

"Cabeça"
Santa-Rita Pintor
Em Novembro-Dezembro de 1917 Santa-Rita preparou o lançamento da Revista Portugal Futurista, que foi apreendida à porta da tipografia, por subversão e obscenidade de alguns textos.
Com a morte de Santa-Rita e Amadeu em 1918 e a partida de Almada para Paris o movimento Futurista Português entra em declínio.
in:
Enciclopedia Multimedia del Arte Universal - Vol. 9 © AlphaBetum Ediciones Multimedia, Madrid, 1999;
wikipedia.pt
sexta-feira, janeiro 26, 2007
em destaque :: Arq. Rem Koolhaas

Rem Koolhaas (Roterdão, 17 de Novembro de 1944 - ) é um arquitecto holandês que começou a sua carreira como jornalista e argumentista.
Autor de algumas obras relevantes, a sua produção bibliográfica é também de elevado interesse, especialmente o livro S,M,L,XL (em colaboração com o designer Bruce Mau) e "Delirious New York".
Em 2000 foi laureado com o Prémio Pritzker de Arquitectura.

Casa da Música - Porto (2005)
A razão de ser hoje em dia um dos mais respeitados arquitetos urbanos é por não ver límites entre estéticas,entendendo que um bom projeto cruza fronteiras próximas entre urbanismo,pintura e até literatura,uma vez que, as possibilidades da estética passam pelo rigor e experimentações cheias de multi possibilidades,como num texto,sem definição prévia,inclusive,um fato engraçado é a questão de Rem ter sido reconhecido pela inteligencia de seus textos teóricos sobre arquitetura,antes mesmo de seus projetos mais famososos.
Rem acredita que não haja fronteiras entre as estruturas,sendo o mais importante a estética final e não os meios que a interligam.

Educatorium - Utrecht (1997)
Arquiteto parceiro de grifes de respeito internacional como a italiana Prada;para quem criou projetos várias como as lojas nos Estados Unidos,seus trabalhos podem ser vistos nos E.U.A,Europa e China,provando que,Rem é como a globalização,sem fronteiras...

Biblioteca Central de Seattle
Principais Projectos
▪ Nederlands Danstheather (A Haia, 1987)
▪ Patio Villa
▪ Euralille (Lille, 1988)
▪ Parada de ônibus com tela vídeo (Groningen, 1990)
▪ Villa Dall'Ava (Paris, 1991)
▪ Nexus Housing (Fukuoka, 1991)
▪ Kunsthal (Roterdã, 1992)
▪ Biblioteca Central de Seattle
▪ Educatorium (Utrecht, 1997)
▪ Museu Guggenheim (Las Vegas, 2001)
▪ Prada (Nova-Iorque, 2001)
▪ McCormick Tribune Campus Center, IIT (Chicago, 2003)
▪ Casa da Música (Porto, inaugurada em 2005)
▪ Central Chinese Television (Pequim, em construção)
▪ Embaixada da Holanda (Berlim, inaugurada em 2004)
in wikipedia
sexta-feira, dezembro 29, 2006
em destaque :: Joseph Barbera

Joseph Barbera conheceu o seu parceiro de sempre, William Hanna, em 1937 nos estúdios da Metro Goldwyn-Mayer, tendo trabalhado então no desenho animado «Puss Gets the Boot», que veio a dar origem à criação da dupla «Tom and Jerry».
Em 1945, o animador e o seu companheiro William Hanna, encarregado da realização dos filmes, ganharam fama mundial, quando a dupla Tom e Jerry dançou lado-a-lado com Gene Kelly.

Cinco anos depois, Barbera e Hanna foram obrigados a sair da MGM, quando a empresa decidiu fechar a sua unidade de desenhos animados, tudo porque a MGM acreditava que a televisão iria pôr fim aos filmes de animação.

Este evento levou a que a dupla criadora fundasse em 1957 os estúdios Hanna-Barbera, que foram responsáveis pela criação dos Flintstones, bem como da família Jetson e do cão Scobby-Doo e do urso Yogi Bear, entre outros.

O trabalho de Joseph Hanna e William Barbera rendou diversos prémios a esta dupla, incluindo muitos Emmy, o galardão mais conhecido atribuído a produções televisivas norte-americanas, e sete Óscares.
A morte de Barbara, nascido em 1911 e que começou a sua vida profissional como bancário, acontece cinco anos após a de William Hanna, que faleceu em 2001, aos 90 anos.
quinta-feira, novembro 30, 2006
em destaque :: "Mário Cesariny"

Este mês a arte e a cultura em geral perdeu um dos seus criadores!
Como diz o povo: "há remédio para tudo menos para a morte". Mas os artistas, mesmo não a conseguindo debelar, nunca chegam a morrer completamente. Pois as suas obras permanecem e habitarão sempre entre nós...
Novembro em destaque, é a humilde homenagem do esquisso a4 a Mário Cesariny.

Linha de Água
Mário Cesariny de Vasconcelos (Lisboa, 9 de Agosto de 1923 — Lisboa, 26 de Novembro de 2006).
Foi um pintor e poeta, considerado o principal representante do surrealismo português.
Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e estudou música com o compositor Fernando Lopes Graça. Durante a sua estadia em Paris em 1947, frequenta a Academia de La Grande Chaumière. É em Paris que conhece André Breton, cuja influência o leva a criar no mesmo ano o Grupo Surrealista de Lisboa, juntamente com figuras como António Pedro, José Augusto França, Cândido Costa Pinto, Vespeira, Moniz Pereira e Alexandre O´Neill. Este grupo surgiu como forma de protesto contra o regime político vigente e contra o neo-realismo. Mais tarde, funda o Grupo Surrealista Dissidente.
Mário Cesariny adopta uma atitude estética de constante experimentação nas suas obras e pratica uma técnica de escrita e de pintura amplamente divulgada entre os surrealistas designada “cadáver esquisito”, que consiste na construção de uma obra por três ou quatro pessoas, num trabalho em cadeia criativa em que cada um dá continuidade, em tempo real, à criatividade do anterior, conhecendo apenas parte do que este fez.
São algumas das suas obras poéticas: Corpo Visível, 1950; Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos, 1953; Manual de Prestidigitação, 1956; Pena Capital, 1957; Nobilíssima Visão, 1959; Burlescas, Teóricas e Sentimentais, 1972.

Fernando Pessoa
Voz numa Pedra
Não adoro o passado
não sou três vezes mestre
não combinei nada com as furnas
não é para isso que eu cá ando
decerto vi Osíris porém chamava-se ele nessa altura Luiz
decerto fui com Isis mas disse-lhe eu que me chamava João
nenhuma nenhuma palavra está completa
nem mesmo em alemão que as tem tão grandes
assim também eu nunca te direi o que sei
a não ser pelo arco em flecha negro e azul do vento
Não digo como o outro: sei que não sei nada
sei muito bem que soube sempre umas coisas
que isso pesa
que lanço os turbilhões e vejo o arco íris
acreditando ser ele o agente supremo
do coração do mundo
vaso de liberdade expurgada do menstruo
rosa viva diante dos nossos olhos
Ainda longe longe essa cidade futura
onde «a poesia não mais ritmará a acção
porque caminhará adiante dela»
Os pregadores de morte vão acabar?
Os segadores do amor vão acabar?
A tortura dos olhos vai acabar?
Passa-me então aquele canivete
porque há imenso que começar a podar
passa não me olhas como se olha um bruxo
detentor do milagre da verdade
a machadada e o propósito de não sacrificar-se não construirão ao sol coisa nenhuma
nada está escrito afinal
Mário Cesariny
segunda-feira, outubro 30, 2006
em destaque :: "Os Quatro Vintes"
Ângelo de Sousa, Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues conseguiram-no! O feito deu-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto, e em 1968 formam o grupo "Os Quatro Vintes" que teria o seu termo em 1972. As suas carreiras continuam ainda hoje. Mas "Os Quatro Vintes" ficarão na memória daquela faculdade por muito tempo, a servir de inspiração aos estudantes que por lá passam.
O esquisso-a4 também não esquece!
Jorge Pinheiro, 1931
Natural do Porto, tem colaborado com arquitectos e paisagistas e é autor de numerosas ilustrações de livros para crianças.
Partindo de uma obra figurativa, evoluiu mais tarde para o abstraccionismo geométrico, questionando também o próprio suporte que pode adquirir formas pouco ortodoxas, rompendo com o seu carácter predominantemente rectangular. No período em que pertenceu ao grupo referido, desenvolveu preferencialmente estes aspectos interessando-se pela construção de objectos de cores lisas e brilhantes. Posteriormente, dedicaria grande atenção ao desenho e às suas relações com a pintura, explorando os valores da composição, em obras de grande virtuosismo em que se assiste ao retorno da figuração.

"O Jogo da Macaca I", 2004
Óleo sobre tela
140x180 cm
Armando Alves, 1935
Natural de Estremoz viria a realizar a sua actividade na cidade do Porto. Formou-se na ESBAP com vinte valores e aqui foi professor entre 1962 e 1973.
Tendo começado por uma figuração que pode aproximar-se do universo neo-realista, representando motivos do meio alentejano do trabalho, optou seguidamente, e nisso acompanhando quase todos os seus colegas de geração por um informalismo matérico que desenvolveu nos anos 60. A década seguinte é de grande experimentação, associada ao rigor e à definição que as artes gráficas emprestam, marcada por uma exploração do signo "arco-íris" e pela construção de objectos pintados, depurados e contidos. A partir dos anos 80 retoma os valores da paisagem, tornando-se o Alentejo quase omnipresente, mas completamente transformados pela experiência adquirida.

"Sem Título"
Serigrafia
60x60 cm
José Rodrigues, 1936
Natural de Luanda, o seu nome e a sua obra haveriam de ligar-se indiscutivelmente à cidade do Porto. Tem tido uma actividade extremamente fértil nas áreas da escultura, do desenho, da ilustração, da medalhística e da cenografia teatral.
Embora nas duas últimas décadas o artista tenha realizado diversas exposições dedicadas quase exclusivamente ao desenho, foi a produção escultórica que o impôs na cena artística nacional. Inicialmente o escultor procurou a exploração de elementos lineares e filiformes que colocavam as peças em relacionamento evidente com o espaço (deixando-se atravessar por ele) e aspectos inerentes à escultura moderna, como o equilíbrio, a estabilidade versus instabilidade ou o movimento.

"Guardador de Sol", 1963
Bronze,
320 x 110 x 80 cm
Ângelo de Sousa, 1938
Ângelo César Cardoso de Sousa, nasceu em Lourenço Marques ( actualmente, Maputo ). Diplomou-se em Pintura na Escola de Belas-Artes do Porto onde, a partir de 1963, passou a fazer parte do corpo docente. Fez posteriormente estudos em escolas de Londres ( 1967 - 1968 ). Inaugurando um ciclo de exposições organizadas pelo estudante de Arquitectura José Pulido Valente, em que se procurava mostrar simultaneamente um artista jovem com um consagrado, coube a que Ângelo apareceu em 1959 ao lado de Almada Negreiros iniciar a sua carreira pública.
Predominando desde o início o sentido compositivo simétrico, as linhas verticais assumem uma grande importância nos campos cromáticos que Ângelo elabora.

"Fonte" (Tese de Fim de Curso), 1963
Acetato de polivinilo sobre platex,
195 x 188 cm
quinta-feira, setembro 28, 2006
em destaque :: Abstracionismo

Wassily Kandinsky
"Composição VIII"
O Abstracionismo informal recebe influência do expressionismo e do cubismo. Os artistas deixam a perspectiva tradicional e criam as formas no ato da pintura. Linhas e cores são utilizadas para exprimir emoções. Em geral, vêem-se manchas e grafismos. Um dos principais nomes do Abstracionismo é Vassíli Kandínski (1866-1944), russo que vivia na Alemanha. Primeiro artista a definir sua arte como abstrata, ele leva o Expressionismo a essa nova tendência. Outro nome importante do Abstracionismo informal é o suíço Paul Klee (1879-1940).
Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), influenciadas pelo Abstracionismo informal, surgem outras tendências artísticas, como o Expressionismo abstrato e o Abstracionismo gestual.

Piet Mondrian
"Composition in Red, Blue and Yellow"
No Abstracionismo geométrico, ao desenvolver pinturas, gravuras e peças de arte gráfica, os artistas exploram com rigor técnico as formas geométricas, sem a preocupação de transmitir idéias e sentimentos. Os principais iniciadores do Abstracionismo geométrico são o russo Malevitch (1878-1935) e o holandês Piet Mondrian (1872-1944).
Do Abstracionismo geométrico derivam o Construtivismo, o Concretismo e o Minimalismo. Na escultura, destaca-se o belga Georges Vantongerloo (1886-1965).

Georges Vantongerloo
"Interrelation of Volumes"
terça-feira, agosto 29, 2006
em destaque :: FIESA 2006
Agora sim, aqui expomos alguns dos magníficos trabalhos que podemos ver no IV FESTIVAL INTERNACIONAL DE ESCULTURAS EM AREIA, FIESA 2006 e que este ano adoptou "Mitologias" como tema.
A exposição pode ser visitada diariamente entre as 10H e as 24H em Pêra, no Algarve e termina no próximo dia 20 de Setembro.
croqui
fotos de Helder Gomes



terça-feira, julho 25, 2006
mais arte...
quinta-feira, julho 13, 2006
As curtas da 2, Spoon Jackson e os EUA
E.U.A., esse pais que tem tanto de bom como de mau! Ainda sobre isto e sobre a atitude deste pais, bem como outras grandes potências, deixo para pensarem e comentarem um pequeno excerto do "Schools" ultimo poema desta "curta".
«I think of the Children
of Angola
given no fresh water
but sold Coca Cola»
"penso nas crianças de Angola,
a quem não dão água
mas vendem Coca Cola"
A curta metragem é a seguinte, vejam se tiverem oportunidade que vale a pena:
THREE POEMS BY SPOON JACKSON/ TRÊS POEMAS DE SPOON JACKSON
Michel Wenzer, Sweden - Suécia, 13m 41s, 2003
croqui
www.spoonjackson.com
quarta-feira, julho 12, 2006
em destaque :: Museu Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso ao Ar Livre

Peter Klasen
O Museu Internacional de Escultura Contemporânea ao Ar Livre de Santo Tirso, é constituído por um conjunto de esculturas, realizadas por artistas nacionais e estrangeiros de prestígio internacional, localizadas em diferentes espaços públicos do município. Elaboradas a partir de materiais clássicos (como o granito, que é típico da região) ou não convencionais (como o aço), as esculturas fazem parte de uma exposição permanente e ao ar livre. Este Museu, único no país, possibilita o contacto fácil do público com peças artísticas, fazendo dos jardins novos espaços de comunicação pela arte.

Um Tai Jung
História do Museu
O primeiro simpósio internacional realizou-se em 1991. Este projecto consiste em dotar o município de um acervo de arte pública, ao exemplo de outros projectos como o “Skulptor Projekt” (Munster, Alemanha). Elaboradas a partir de materiais clássicos (como o granito, que é típico da região) ou outros (como o aço, mármore ou ferro), as esculturas fazem parte de uma exposição permanente ao ar livre que até ao ano de 2009 integrará 60 esculturas. É aprovada em reunião de Câmara, a 20 de Novembro de 1996 a constituição do Museu Internacional de Escultura Contemporânea, instituição que tem por função a realização dos simpósios bienais de escultura e assegurar ainda a manutenção e conservação das esculturas, proceder à divulgação e dinamização das actividades realizadas. O Museu é formalmente inaugurado em 1997 pelo Presidente da república, Dr. Jorge Sampaio. O “Organigrama funcional do Museu Internacional de Escultura Contemporânea” é aprovado em 11 de Março de 1998, redefinido-se a estrutura e competências dos vários espaços que integram o Museu.

Hang Chang Jo
in cm-stirso
terça-feira, junho 13, 2006
em Destaque :: Sebastião Salgado

Formado em economia pela USP, começou a trabalhar com fotografia em 1973. Entre 1986 e 1992, ele concentrou-se na documentação do trabalho manual em todo o mundo, publicada e exibida sob o nome Trabalhadores, um feito monumental que confirmou sua reputação como fotodocumentarista de primeira linha. De 1993 a 1999, ele voltou sua atenção para o fenômeno global de desalojamento em massa de pessoas, que resultou em Êxodos e Retratos de Crianças do Êxodo, publicados em 2000 e aclamados internacionalmente.

Na introdução de Êxodos, ele escreveu: "Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constróem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas…"

Trabalhando inteiramente com fotos em preto e branco, o respeito de Sebastião Salgado pelo seu objeto de trabalho e sua determinação em mostrar o significado mais amplo do que está acontecendo com essas pessoas criou um conjunto de imagens que testemunham a dignidade fundamental de toda a humanidade ao mesmo tempo que protestam contra a violação dessa dignidade por meio da guerra, pobreza e outras injustiças.
Sebastião Salgado vive em Paris, França, com sua família.
in Wikipedia
www.sebastiaosalgado.com.br
sábado, maio 20, 2006
em Destaque :: Pedro Proença

"Epicuro no Futuro"
1995
Aguarela s/ papel
70x100
A obra de Pedro Proença está totalmente submetida à prioridade ao desenho, servido por uma rigorosa técnica gráfica e uma enorme riqueza imaginativa. A figuração de Pedro Proença é metamórfica, expansiva e ornamental. Metamórfica, porque usando formas humanas, animais e vegetais, as desenvolve segundo ritmos, perversões e deformações que as vão transformando umas nas outras. Expansiva, porque os seus desenhos tendem a não ter princípio nem fim, desdobrando-se em múltiplas direcções como se fossem plantas trepadeiras. No limite tendem a ocupar a totalidade do espaço em que se mostram tomando a forma de instalações site-specific. Esta lógica de ocupação do espaço permite que se fale de uma vocação ornamental, reforçada pela escolha dos motivos desenhados e pelo desenvolto virtuosismo da execução.»
Alexandre Melo

"Prometeu"
1983
Esmalte sintético
172x130
quarta-feira, abril 19, 2006
AS FORÇAS DO MEL :: Paulo Abrunhosa
Na cozinha
da Rainha
abriu a caça
à massa,
ao passo que, na minha,
foi a farinha
que, de avental,
gritou para o quintal
ser inimiga
da formiga.
Entretanto, a vizinha,
em conversa com a galinha,
disse que tanto lhe faz
ter um rapaz ou um ananás.
“O que importa”,
concluiu, “é a horta não estar morta”.
“Couve
é que nunca lá houve”,
sussurrou o velho abade,
ao ouvido de um feijão frade
“nem crescem lá sinos, nem mesmo meninos”,
retorquiram, em coro, os pepinos.
Foi, então, que o jasmim,
lá do fundo do jardim,
resolveu pedir à cereja
que fosse num instante há igreja
implorar ao sacristão,
na circunstância, o agrião,
para que falasse com os nabos,
recém-promovidos a cabos,
e com os palermas dos pimentos,
ufanos da sua condição de sargentos,
e os convencesse a não imitar as sementes,
que, armadas em tenentes,
agrediram o atum
sem motivo nenhum
e trataram as trufas
como se fossem putas.
Melhor seria que fizessem como o defunto
presunto,
ou o malogrado tomate,
infelizmente caídos em combate,
numa luta sem quartel
contra as forças do mel!
in "Diário de um Dromedário"
em Destaque :: Paulo Abrunhosa

Pedro Santos (croqui)

Paulo Abrunhosa
Nasceu a 12-05-58, no Porto. Nesta cidade, dá início aos seus estudos até completar o ensino secundário. Depois de cumprir o serviço cívico obrigatório, matricula-se na Universidade de Coimbra. Em 1985 licencia-se em Direito, tendo, de seguida, inicia o estágio de advocacia que não acabou. Avesso a todo o “establishment”, recusa alinhar com as gerações engravatadas do seu tempo. Em 1987 funda, em colaboração com o seu irmão Nuno, a revista “Metro”, a primeira de distribuição gratuita em Portugal. Ganhou um prémio com esta revista. A sua vida é dividida entre a noite e a escrita. A morte apanha-o de surpresa aos quarenta e três anos de idade, no auge das suas capacidades, e sem concluir a obra “Diário de um Dromedário”, onde podemos encontrar os textos publicados no esquisso, bem como esta biografia.

sexta-feira, março 17, 2006
em Destaque :: Surrealismo

O movimento surrealista teve as mesmas origens do Dadaísmo, surgindo em outubro de 1924 com a publicação do Manifesto Surrealista pelo francês André Breton. O panorama na Europa era de Fim da Primeira Guerra Mundial: um mundo que criava a guerra e matava a alegria não merecia a arte, e sim uma anti- arte. Por isso ridicularizava os aparelhos de defessa da sociedade tais como a polícia, a justiça, a religião, a medicina e a educação, tendo como principal arma o humor. Contra o racionalismo e a lógica, o termo Surrealismo foi tomado da obra de Apollinaire, e significava uma "arte que ultrapassava as aparências, desobrigada da fidelidade para com o real". Se desenvolveu tanto na poesia quanto nas artes gráficas, não tendo nenhuma preocupação com a estética ou a moral. Buscava uma realidade superior em formas até então negligenciadas: o sonho, as idéias e demais manifestações de atividade mental. Para isso, se baseou na obra de Froid e Jung e seus estudos sobre a psicanálise, o inconsciente e a loucura. No entanto, não queria mudar o mundo, e sim a "mudar vida". Não era preciso destruir as artes anteriores, a meta era adentrar no pensamento e subconsciente humano deixando-o transparecer. E isso se deu de duas maneiras: com o automatismo (a fixação de imagens oníricas e do subconsciente de maneira natural, representada por uma arte mais abstrata) e com o surrealismo simbólico (que já tenta objetivar seu mundo interno através de imagens inteligíveis).
Os principais artistas surrealistas foram: Giorgio de Chirico; Marc Chagall; Paul Klee; Marcel Duchamp; Francis Picabia; Joan Miró; Yves Tanguy; René Magritte; Alberto Giacometti; Salvador Dalí; Diego Rivera e Leon Trotski.
O Esquisso-a4 destacou ao longo deste mês alguns destes "Mestres".
Mestres do Surrealismo :: Joan Miró

"Prades, A Aldeia"
1917
Óleo s/ tela
65x72cm
Miró, iniciou sua formação como pintor na escola de La Lonja, em Barcelona. Em 1912 entrou para a escola de arte de Francisco Gali, onde conheceu a obra dos impressionistas e fauvistas franceses. Nessa época, fez amizade com Picabia e pouco depois com Picasso e seus amigos cubistas, em cujo grupo militou durante algum tempo. Em 1920 Miró instalou-se em Paris (embora no verão voltasse para Montroig), onde se formara um grupo de amigos pintores, entre os quais estavam Masson, Leiris, Artaud e Lial. Dois anos depois adquiriu forma La masía, obra fundamental em seu desenvolvimento estilístico posterior e na qual Miró demonstrou uma grande precisão gráfica. A partir daí sua pintura mudou radicalmente. Breton falava dela como o máximo do surrealismo e se permitiu destacar o artista como um dos grandes gênios solitários do século XX e da história da arte. A famosa magia de Miró se manifesta nessas telas de traços nítidos e formas sinceras na aparência, mas difíceis de serem elucidadas, embora se apresentem de forma amistosa ao observador. Miró também se dedicou à cerâmica e à escultura, nas quais extravasou suas inquietações pictóricas.
quinta-feira, março 16, 2006
Mestres do Surrealismo :: Salvador Dali

"Sonho causado pelo vôo de uma abelha à volta de um romã, um segundo antes de despertar"
1944
Óleo sobre tela
51x40,5cm
Dali é, sem dúvida, o mais conhecido dos artistas surrealistas. Estudou em Barcelona e depois em Madri, na Academia de San Fernando. Nessa época teve oportunidade de conhecer Lorca e Buñuel. Suas primeiras obras são influenciadas pelo cubismo de Gris e pela pintura metafísica de Giorgio De Chirico. Finalmente aderiu ao surrealismo, junto com seu amigo Luis Buñuel, cineasta. Em 1924 o pintor foi expulso da Academia e começou a se interessar pela psicanálise de Freud, de grande importância ao longo de toda a sua obra. Sua primeira viagem a Paris em 1927 foi fundamental para sua carreira. Fez amizade com Picasso e Breton e se entusiasmou com a obra de Tanguy e o maneirista Arcimboldo. O filme O Cão Andaluz, que fez com Buñuel, data de 1929. Ele criou o conceito de “paranóia critica“ para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas .Segundo ele, é preciso “contribuir para o total descrédito da realidade”. No final dos anos 30 foi várias vezes para a Itália a fim de estudar os grandes mestres. Instalou seu ateliê em Roma, embora continuasse viajando. Depois de conhecer em Londres Sigmund Freud, fez uma viagem para a América, onde publicou sua biografia A Vida Secreta de Salvador Dali (1942). Ao voltar, se estabeleceu definitivamente em Port Lligat com Gala, sua mulher, ex-mulher do poeta e amigo Paul Éluard. Desde 1970 até sua morte dedicou-se ao desenho e à construção de seu museu. Além da pintura ele desenvolveu esculturas e desenho de jóias e móveis.
quarta-feira, março 15, 2006
Mestres do Surrealismo :: Rene Magritte

"A Traição das Imagens"
1928 / 1929
Óleo s/tela,
62,2x81 cm
Magritte nasceu em 1898 e morreu em 1967. Reagiu ao ser classificado como surrealista e afirmava fazer uso da pintura com o objetivo de tornar visíveis os seus pensamentos. Mas é claro que ele foi surrealista em todos os sentidos. E é claro também que foi um pensador. O seu trabalho é sempre complexo e obriga ao raciocínio, a interpretação e ao estudo. Os quadros de Magritte não podem ser simplesmente vistos. Precisam ser pensados.


